Joesley (Foto: Folhapress)

Delatores tiveram acordos de delação premiada suspensos (Foto: Folhapress)

O empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS, e o executivo da empresa Ricardo Saud se apresentaram, neste domingo (10), na sede da Polícia Federal, de São Paulo, após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, acatar o pedido de prisão da dupla, feito na última sexta-feira (08) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Eles ficarão preso por ao menos cinco dias.

Com a autorização de prisão por Fachin, o acordo de delação premiada firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi suspenso. Isto porque o termo de delação prevê que o acordo perderá efeito se, por exemplo, o colaborador mentiu ou omitiu, se sonegou ou destruiu provas.

Sobre a validade das provas apresentadas, mesmo se os termos da delação forem suspensos, continuarão valendo – provas, depoimentos e documentos.

Na decisão, Fachin argumenta que Joesley e Saud omitiram informações que era obrigados a prestar e, por isso, suspendeu provisoriamente de parte dos acordos celebrados. Quanto a Miller, o ministro disse que, apesar de indícios de que Miller cometeu delito, estes não são consistentes.

O centro da crise é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud indicam possível atuação de Miller no acordo de delação quando ainda era procurador – ele deixou o cargo oficialmente em 5 de abril. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

* Com agências