Mendes chamou os autores do pedido de impedimento contra ele de falsos juristas (Foto: Paulo Paiva/DP)

Mendes chamou os autores do pedido de impedimento contra ele de falsos juristas (Foto: Paulo Paiva/DP)

Após palestra sobre desafios da governabilidade no Lide Pernambuco, no Recife, o ministro do Superior Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou, nesta segunda-feira (19), que não estava preocupado com o pedido de impeachment contra ele e criticou os dois juristas, Marcelo Neves e Cláudio Fonteles, autores do pedido. “Foram dois falsos juristas”, declarou Mendes, em vez de argumentar.

“Um deles é daqui de Pernambuco, o Marcelo Neves, muito malsucedido. Inclusive, foi expulso da Universidade de Brasília (UnB) por mau comportamento. O outro, Cláudio Fonteles é péssimo. Na Procuradoria-geral da República era chamado de Doutor Inércia”, desqualificou Mendes, incomodado.

O ministro ponderou que o momento é de muita politização e contemporizou a sua relação com políticos e potenciais réus, como o senador afastado Aécio Neves (PSDB) – com qual foi flagrado ao telefone em pedido de ajuda do tucano – e o presidente Michel Temer (PMDB), ao qual absolveu no início do mês em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral.

“Tenho amizades com muitos políticos de todos os partidos. Nestes diálogos tenho tentado viabilizar a reforma política”, disse ele, acrescentando que recentemente se reuniu com a presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, tentando se descolar da pecha ideológica. “Defendo a Lei de Abuso de Autoridade desde 2009”, defendeu-se, sobre a conversa com Aécio.

Apesar de agendar uma entrevista coletiva com 30 minutos de duração, Mendes só passou seis minutos respondendo a questões e saiu às pressas. À tarde, ele se reúne com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Antônio Carlos Alves da Silva. Nos bastidores, fala-se em conflito velado entre eles por causa do posicionamento do desembargador eleitoral pernambucano pedindo que o TSE reveja as peculiaridades de cada estado na questão do rezoneamento determinado pela Corte.

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