Bezerra Coelho (Foto: Divulgação)

Bezerra Coelho sugeriu a formação de uma frente de oposição (Foto: Divulgação)

Ausente no congresso estadual do PSB, realizado neste domingo (27), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) não apenas compareceu, nesta segunda-feira (28), ao anúncio de habitacionais em Caruaru, no Agreste, junto a forças independentes e de oposição, como reiterou o “desconforto e dificuldade” com a atual legenda. Em discurso, o dissidente do PSB convocou uma frente de oposição, mandando recado ao governador Paulo Câmara (PSB).

“Foi Caruaru e Petrolina que se aglutinaram para armar frente política que se fez vitoriosa e que marcou os últimos anos da política pernambucana. Oxalá, Caruaru e Petrolina, mais uma vez, se unido para pode anunciar que Pernambuco espera um novo tempo de trabalho, de progresso, de afirmação, de construção e de transformação”, declarou.

Ao ser questionado depois do evento sobre uma candidatura do seu grupo político, o senador reafirmou a possibilidade. “Estamos aprofundando essas conversas. Se a opção for deixar o PSB, vamos conversar com as forças política de oposição ao atual governo”, afirmou Bezerra Coelho.

No palanque, estavam os quatro ministros pernambucanos. Bruno Araújo (Cidades/PSDB), Mendonça Filho (Educação/DEM), Fernando Filho (Minas e Energia/PSB) e Raul Jungmann (Defesa/PPS), além da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), do senador Armando Monteiro (PTB) e dos ex-governadores João Lyra Neto e Joaquim Francisco, ambos do PSDB. Destes, apenas Jungmann está atualmente no palanque de Câmara.

“Estamos conversando com o DEM – com ACM Neto, Rodrigo Maia e Mendonça Filho – e nos últimos dias com lideranças do PMDB nacional, os senadores Eunício Oliveira e Romero Jucá”, acrescentou.

Durante o discurso, o senador enalteceu também a gestão do presidente Michel Temer (PMDB) no enfrentamento a crise econômica e política. Alinhamento este que gerou um racha na legenda, quando o PSB rompeu com o governo e fechou posicionamento contra as reformas, mas o senador, que é vice-líder do governo na Casa, e o filho, ministro de Minas e Energia, junto a outros 15 parlamentares, permaneceram ao lado do Planalto.

A família Coelho justificou a ausência no congresso do PSB no domingo pela falta de clima no partido, que, segundo Paulo Câmara, está unido e coerente. Bezerra Coelho e Fernando Filho não escondem a insatisfação no partido, tampouco o desejo do grupo em lançar candidatura ao governo de Pernambuco.