Haddad e Câmara (Foto: Robeito Pereira/SEI)

Haddad e Câmara em conversa no Palácio do Campo das Princesas (Foto: Roberto Pereira/SEI)

De passagem por Pernambuco, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) e o governador Paulo Câmara (PSB) almoçaram, neste sábado (12), no Palácio do Campo das Princesas, área central do Recife. Este foi mais um gesto do petista com o objetivo de estreitar as relações com socialistas, que estão rompidas desde 2013, quando o PSB desembarcou do governo Dilma Rousseff e o ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, candidatou-se à Presidência da República. Haddad é o “plano b” do PT, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha a candidatura inviabilizada, e tem circulado pelo País e buscado criar pontes.

O encontro deste sábado vem na esteira de uma especulação sobre uma possível chapa presidencial Haddad-Câmara. Uma aliança, todavia, ainda é algo distante entre as legendas. Desde o rompimento, o PSB se aproximou de forças mais conservadoras e apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016. Atualmente, a legenda está rachada, com crise de identidade. Haddad, todavia, não descarta uma aliança.

Os secretários de Administração, Milton Coelho (PSB), e da Casa Civil, Antonio Figueira, participaram do encontro (PSB) (Foto: Roberto Pereira/SEI)

Os secretários de Administração, Milton Coelho, e da Casa Civil, Antonio Figueira, ambos do PSB, participaram do encontro (Foto: Roberto Pereira/SEI)

Na sexta-feira (11), Haddad reforçou os elogios ao segmento do PSB que aponta como progressista, no qual ele incluiu Câmara. “Fiz muitas parcerias com o PSB quando estive no Ministério da Educação. Veja, por exemplo, a expansão de escolas técnicas pelo Nordeste, a construção de creches, a implantação do Fundeb para os professores. Tudo isso ajudou a recuperar a autoestima do Nordeste. E o Nordeste respondeu a isso”, avaliou. Na época em que ele foi ministro de Lula, Campos era o governador e Paulo Câmara, secretário.

No campo estadual, o PT tem dado sinalizações dúbias em relação aos ex-aliados. Enquanto o partido critica o governo Câmara, algumas lideranças tentam reatar os laços. O programa partidário petista sinalizou a diferença de postura de quadros petistas.

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