Lula

Lula realizou nesta quinta-feira uma coletiva na sede do PT em São Paulo (Foto: Douglas Magno/AFP)

Em seu primeiro pronunciamento público após ser condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou, nesta quinta-feira (13), em coletiva na sede do PT em São Paulo, transmitida via redes sociais, os crimes pelos quais foi condenado pelo juiz Sergio Moro e afirmou que ainda está “no jogo”. Desta forma, o petista reitera a pré-candidatura à Presidência da República em 2018.

“Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo”, declarou o ex-presidente. “Quero dizer ao meu partido que até agora eu não tinha reivindicado, mas agora vou reivindicar como postulante a candidato a presidente da República.”

No discurso, Lula afirmou também que “a única prova que existe nesse processo é a prova da minha inocência”. “Eu prestei vários depoimentos, e era visível que o que menos importava era o que você falava, eles já estavam com o processo pronto”, disse o petista, negando ser dono do triplex.

Ao se defender, o ex-presidente afirmou que estão atacando o Estado democrático de direito. “Eles estão destruindo os fundamentos da democracia no nosso País”, afirmou ele, acrescentando, posteriormente, que compreende a caçada política a qual se diz vítima.

Compareceram a coletiva a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, o ex-presidente nacional do partido, Rui Falcão, os ex-ministros Jacques Wagner (PT) e Miguel Rosseto (PT), os deputados federais Carlos Zarattini (PT), José Guimarães e Jandira Feghalli (PCdoB), e os advogados de Lula, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin.